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FEVEREIRO
2012

Mergulho inca

Postado em 21 de Janeiro de 2008

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Após o dia cheio em Machu Picchu, os Coxas voltaram a Ollaytaitambo para pegar as bagagens e as bicicletas. Dali seguimos em um carro de passeio com três bicicletas e quatro passageiros. Foi uma hora e meia de viagem até Cuzco. Aproveitamos para saber mais sobre como é a relação dos Incas com as culturas Aimara e Quechua, numa aula cheia de detalhes ministrada pelo motorista Quechua, Francisco.

De Cusco partimos para Copacabana, cidade Boliviana, erguida às margens do lago Titicaca, um dos giros previstos na Expedição. Após 15 horas tentando se ajeitar num ônibus, digamos, inadequado para o trajeto, com direito a percorrer os últimos 70 quilômetros apenas com a terceira marcha, os Coxas desembarcaram na princesinha do Titicaca, por volta das 12h do sábado (19). Após um almoço que incluiu sopa de vegetais, truta, arroz, suco e salada de frutas, fomos finalmente fazer o que não foi possível no ônibus: dormir. Eufóricos, acordamos às 16h loucos para pedalar nas margens do Titicaca. Fomos em busca dos dois cerros mais altos da região de Copacabana. Foi um pedal curto, mas de muita subida. Chegamos a 3.945 metros de altitude, o recorde até agora. A estrada até esse ponto da península corta “pueblos” adormecidos no tempo.

A cidade de Copacabana é um atrativo para mochileiros e peregrinos de todo o mundo que buscam também a Isla del Sol, um paraíso a uma hora e meia de barco. No domingo (20), após o pedal nas alturas do dia anterior, os Coxas se permitiram conhecer a Isla, local escolhido para o mergulho dos Coxas nas águas geladas do Titicaca. A sensação de pequeneza diante de tantos superlativos é a prova de que a América do Sul é muito mais interessante do que muitos brasileiros pensam. Encontramos muitos pelo caminho, mas os argentinos ainda são maioria e ninguém mais do que eles saem de casa para explorar a América. Por conta do frio e da riqueza do artesanato local, os Coxas se entregaram aos trajes típicos de quem enfrenta baixas temperaturas durante todo o ano.

Por aqui as amizades são feitas rapidamente, do mesmo jeito que se perdem, pois o tempo é curto e sempre há um destino instigante a ser explorado. Em nosso caso, Uyuni é a próxima parada. Hoje é segunda-feira (21) e estamos prontos para pegar o ônibus de volta a La Paz, de onde partiremos rumo ao maior salar do mundo, no sul da Bolívia, país onde tudo é muito barato para brasileiros, mas cuja visita não tem preço.

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Engenhosidade humana

Postado em 18 de Janeiro de 2008

Sexta, feira, 18 de janeiro, 7h23.

2204639089_8ff8f62088.jpg    Olhando Machu Picchu

Adriano olhando para o céu   Cabral escalando montanha

Os Coxas estão prontos para conhecer Machu Picchu. Entre ir de ônibus ou subir pela trilha, preferimos caminhar. Foi quase uma hora de subida por escadas de pedra. Machu Picchu impressiona, sobretudo, pela localização. A cidade se esconde em meio a montanhas gigantescas. Talvez por isso, as imagens que correm o mundo reduzem a dimensão das ruínas da cidade sagrada, que atrai visitantes de todo o planeta. O que mais chama a atenção nao é a imagem de refúgio espiritual que muitos têm de Machu Picchu. O forte mesmo é imaginar que homens construíram uma fortaleza em um dos lugares mais inóspitos, em busca de privacidade e proteção. Definitivamente, Machu Picchu vai além do misticismo. Machu Picchu é um bem acabado produto da engenhosidade humana. Que nos perdoem os porra-locas…

Veja nossas fotos!

Pedal Sagrado

Postado em 17 de Janeiro de 2008

Quinta-feira, 17 de janeiro, 8h12.

cx2.jpg Ciclista sozinho

Nos nos trilhos

Os Coxas saem da Plaza de Armas, no centro de Cuzco, para a primeira viagem de bicicleta. O trajeto começa com oito quilômetros de subida, chegando a 3.806 metros de altitude. A viagem continua pela estrada que leva ao Vale Sagrado dos Incas, extensa planície localizada entre duas sequências intermináveis de montanhas. Para chegar ao vale, os Coxas descem cerca de 15 quilômetros, sob vento frio, até a cidade de Pisac, cortada por um grande rio de águas caudalosas do degelo. O trecho de descida inclui dois mirantes com vistas absurdamente impressionantes, que revelam a extensão dos conjuntos montanhosos que envolvem as terras mais férteis do Peru. A viagem de bicicleta termina em Ollaytaitambo, após 91 quilômetros recheados de boas imagens, personagens e depoimentos. Ollantaitambo é a última parada do trem que leva a Machu Picchu. Foi alí que deixamos as bicicletas para seguir de trem para Águas Calientes, de onde no dia seguinte partiríamos para as ruínas do refúgio inca nas montanhas. Completamente adaptados à altitude, e maravilhados com as paisagens e cidades peruanas,os Coxas são unânimes em afirmar que esse primeiro trecho de pedal foi o mais prazeroso de todos os tempos. Vejamos os próximos. Dormimos com as coxas bambas e a cabeça em Machu Picchu.

Batismo cuzqueño

Postado em 17 de Janeiro de 2008

Home 17

Finalmente as bicicletas saem da mala. Os Coxas deixam o mundo dos veículos motorizados para desbravar as ruas de Cusco. Logo na segunda esquina, dão de cara com uma manifestação de estudantes contra a privatização dos principais pontos turísticos da região de Cusco. O conflito é longo e violento.

A policía tenta dispersar os manifestantes com gás lacrimogêneo e pauladas. Os secundaristas revidam com muita pedra. Quando tudo parecia mais calmo, chega a confirmação de que líderes estudantis foram detidos. Simultaneamente, grupos de estudantes saem de todas as ruas que dão acesso à avenida El Sol, próximo ao sítio de Qorikancha, templo Inca dedicado ao Sol, localizado na área central da cidade. Eles cercam a viatura onde estão os líderes detidos. Na tentativa de se livrar dos estudantes, o motorista dá marcha ré e acaba derrubando policiais e manifestantes. Em seguida, parte em alta velocidade para uma das saídas da cidade.

Durante o tumulto, os Coxas conhecem três ciclistas cuzqueños. Com suas bices de estrada, Jonathan (18), Kevin (15) e Yohan (18) são convidados a guiar os Coxas até o sítio arqueológico de Saqsaywaman (Sacsayhuamán), o ponto mais alto de Cusco. A subida de cerca de 7 quilômetros é o maior desafio para quem quer queimar as canelas em Cusco, incluindo a rua mais inclinada da cidade. A disputa foi vencida pela equipe nativa com folga, sendo que Yohan foi o único a concluir a subida sem descer da bicicleta. Refeitos do batismo, os Coxas seguem pelo mini caracol que leva às ruínas de Saqsaywaman, que também abrigam o Cristo Blanco, versão local do Redentor carioca.

Localizado a mais de 3.600 metros de altitude, o sítio abriga paredões de pedra que representam a cabeça do puma que tem como corpo o restante da cidade. De lá se tem uma das vistas mais abrangentes da mais antiga cidade das Américas. Na volta para a cidade, os três ciclistas campeões recebem dos Coxas como prêmio pela conquista e, sobretudo, pela companhia, um kit de acessórios de ciclismo. Talvez nos encontremos de novo nesta quinta-feira no caminho para Machu Picchu.

Os coxas, o mundo

Postado em 16 de Janeiro de 2008

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Deixamos a capital boliviana pela manhã. Acompanhados da família de brasileiros de Curitiba, partimos rumo a Cusco (Peru) sob chuva fina. As bicicletas continuam embaladas e viajam no bagageiro da van guiada por Lucio, torcedor fanático do Bolivar e alucinado pelo futebol brasileiro, nosso melhor cartão de visitas também por aqui. Passamos por El Alto, cidade grudada em La Paz e que cresce rapidamente de forma desordenada. Quase uma hora depois, finalmente nos deparamos com a paisagem do Altiplano. Paramos no primeiro mirante, a 4.028 metros de altitude, onde encontramos um grupo de ciclistas. Ao contrário dos Coxas, estão alí a trabalho. Cabe a eles a conservação da pista que nos levará à fronteira. Atraídos pela câmera, dois típicos niños campesinos entoam canções nativas. A próxima parada é o sítio arqueológico de Tiwanaku, localizado a 75 quilômetros de La Paz. Os dois museus e as ruínas do Centro Cívico Cerimonial da antiga cidade são cercadas por um vilarejo igualmente interessante, onde se encontra boa mostra do artesanato local. Seguimos para Desaguadero, a última cidade boliviana antes da fronteira com o Peru. Com infra-estrutura precária, animais (porcos, cachorros, ovelhas…), moradores e turistas dividem espaço com caminhões, carros e triciclos (dezenas deles). Despedimos de Lucio e seguimos até a ponte fronteiriça com a ajuda de um carregador. Aos 76 anos, o velho aimara recusa ajuda e faz questão de carregar sozinho as três bicicletas. Enquanto ele cruza a fronteira pedalando seu triciclo e levando nossas bicicletas, os coxas atravessam caminhando. De la para Potosí. Só uma parada rápida para forrar o estômago e esticar as pernas. As cenas se repetem rapidamente e passam por nos, ainda imóveis nos leitos da van. Mesmo cercados pelos vidros do veiculo, o que pudemos registrar foi rico. Partimos então para Cusco. Sua praça central nos deixa pela primeira vez de coxas bambas. No espaço de um quarteirão, a arquitetura conta a história da cidade mais antiga das américas. Não podíamos disfarçar o entusiasmo. Ficamos pensando em quantas imagens são possíveis guardar na memória. Esta seqüência ininterrupta do novo causa uma sensação constante de estímulos para os quais não há defesa. No dia seguinte, pela manhã, “las precisosas”, enfim, deixariam o saco para o primeiro giro pelas cercanias de Cusco. O mundo é realmente grande.

Vejam mais imagens!

Los niños

Postado em 15 de Janeiro de 2008

Familia La Paz

Nossa estada em La Paz nos rendeu bons registros. A cidade foi erguida entre paredões de rochas gigantes. Do hotel ficamos sabendo da existência de mais um superlativo desta viagem: o mais alto vulcão do mundo, o Illimani. Porém uma névoa densa não deixou os olhos chegarem até ele. Nos contentamos com um dia de exploração pelas subidas e descidas da capital boliviana. O que chamou nossa atenção foi o poder e a beleza dos niños. De mãos dadas com suas mães, ou carregados como uma pequena carga nas costas delas, seu olhar é vivo e tranquilo. Dão a impressão constante de que a pobreza sempre presente por aqui é apenas algo marginal. Estão em paz e distraídos num lugar em que o caos do trânsito e os sons constantes das buzinas deixam qualquer um alerta. Os Coxas ainda estão por entender o motivo pelo qual os locais andam sempre tão cobertos. Durante o dia um calor agradável; mesmo assim os bolivianos carregam o peso extra de tantas roupas de frio. Mas a resposta viria no fim do dia. Por aqui esfria rápido, muito rápido; e chove também. Enquanto os nativos continuavam com sua rotina, os Coxas corriam atrás de uma proteção para o corpo. A noite, para compensar, um prato quente de massa numa taberna e a sensação de que ainda há muito para conhecer. La Paz valeu todos os momentos, mas já ficou pra trás. Foram apenas dois dias até agora desde de que saímos de Brasília. Mas a cabeça tem a clara sensação de que já foi muito mais. O período de aclimatação contra a altitude acaba amanhã. Daí as vans e os onibus dão lugar as “preciosas”. Enfim, falta pouco para as pernas começarem a girar…

Mais que 24 horas

Postado em 15 de Janeiro de 2008

La Paz

1º dia – O embarque em Brasília foi pontual (5h32) e chegamos à Cochabamba às 14h12 (horário local), com pouco mais de uma hora de atraso, após conexão nos aeroportos de Guarulhos e Assunção, capital paraguaia.

Aeroporto - Centenas de pessoas aguardavam no aeroporto da cidade de mais 500 mil habitantes e que inspirou o nome da Expedição. Ao descermos do avião, deparamos com um cordão de isolamento da polícia boliviana. A escolta levou os passageiros até o saguão. Na passagem pela imigração, após o visto, seguimos para fila onde cada passageiro aperta o botão de um pórtico com duas lâmpadas, verde e vermelha. Elas determinam se a bagagem será ou nao revistada. Aguardávamos nossa vez atrás de um grupo de freiras italianas e suas malas gigantes. Luz vermelha. Todas tiveram que abrir as malas. Luz vermelha novamente, desta vez para os três Coxas. De um lado, freiras tirando acessórios e idumentárias religiosas, do outro, coxas com ferramentas, sacos de dormir e capacetes. Tudo amontoado sobre a mesa. Mas bastou falarmos da expedição para que os funcionários da imigracao mudassem completamente o comportamento frio, próprio de quem atua nesse setor em qualquer lugar do mundo. Sorridentes, desejaram sorte aos Coxas! Do lado de fora, vimos pela última vez o grupo de feiras, recepcionado por dezenas de bolivianos. Nossa recepção se resumiu a abordagem de cinco taxistas. Ganhou o que tinha o maior porta-malas. E assim seguimos com três bicicletas e três mochilas a bordo de uma versão boliviana do velho Ford Belina brasileiro.

Rodoviária – A confusão do trânsito se repete dentro da rodoviária, cujo ambiente lembra os dos terminais brasileiros. No terminal, é fácil identificar os estrageiros em meio aos bolivianos realçados pelo forte traço indígena e vestimentas. Encontramos um casal de paranenses de Joinville, que buscava na Bolívia bons pontos de escalada. Um trio de curitibanos, mãe e dois filhos, também se juntou aos Coxas. Seguiam em direção a Machu Picchu (Peru). Aguardamos juntos por cerca de uma hora até a partida do onibus da viação Bolivar, rumo a La Paz.

No ônibus – A viagem se inicia ao som da voz de uma crianca. Após entoar três canções nativas, ele atravessa o corredor com uma caixa de balas. A maioria dos passageiros dá o dinheiro e não fica com o produto. O menino salta na saída da cidade, após quase uma hora de viagem recheada de paradas.

Na estrada – 370 quilômetros separam Cochabamba de La Paz, dos quais 120 são só de subida e curvas, muitas curvas. Saímos de 2.700 metros, em Cochabamba, para mais de 4.200 no ponto mais alto do trajeto. A pista é bem conservada, mas estreita. Nao existe acostamento, e em alguns trechos poucos centímetros separam a lateral da estrada do abismo. A tripulação trabalha em equipe: dois olheiros em cada uma das laterais da cabine. São eles que determinam se é possível ultrapasar antes das curvas, geralmente em baixíssima velocidade. No centro, o cobrador sorridente é o responsável pela música que embala a cabine durante as nove horas de viagem. Por volta da meia-noite, com fome, sede e loucos por um banheiro, finalmente paramos em um vilarejo na beira da estrada. A placa informava “baño B$ 0,50”. Com certeza, o dinheiro não é destinado para a manutenção do banheiro. Na prateleira, iogurtes contavam apenas com a refrigeração ambiente. Ignoramos todas as recomendações sobre a alimentação na altitude e devoramos sanduíches de carne vaca, tomate e maionese, preparados numa cozinha que lembrava o banheiro. Voltamos para estrada. Chegamos na rodoviária de La Paz, às 2h da madrugada do dia 14. No hotel, a poucos metros dali, só restou um banho quente e cama. Na lembrança a boa receptividade dos bolivianos. Nas coxas a bambeza de um dia que durou mais do que 24h.

Vejam as fotos da viagem até La Paz

Jantar com gelado

Postado em 12 de Janeiro de 2008

Jantar com gelado

Manoel Francisco, 60, de São Bento do Una (PE), é o primeiro personagem retratado pela Expedição Coxas Bambas. O trabalho na noite de Brasília permitiu o encontro com os três Coxas durante o jantar. “Querem uma foto?”, pergunta Manoel “Gelado”, apelido da época em que vendia picolé na Catedral. Desde 1974, o pernambucano ganha a vida como fotógrafo no dia e na noite brasiliense. Até o fim da tarde vende postais e fotos instantâneas na plataforma da Torre de TV. À noite, percorre bares e restaurantes congelando imagens de clientes; R$ 10 por foto. Com uma Polaroid 420 Land Camera (1985, compartimento de pilhas adaptado e flash semi-automático), Gelado entrou para história como o autor da foto oficial dos Coxas. Frio e profissional, cobrou pelos dois registros.

Último Treino - 141 km

Postado em 11 de Janeiro de 2008

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Os Coxas fazem seu último treino no Brasil antes da partida. Visite também nosso álbum de fotos em: http://www.flickr.com/photos/coxasbambas/

Entre Sonhar e Partir

Postado em 5 de Janeiro de 2008

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Chegou a hora de partir, pois se não formos, ninguém irá por nós. Entre sonhar e partir, ficamos com o segundo. Mas não basta partir. É preciso documentar o que foi visto como forma de estimular os que, invariavelmente, ficam. O registro como o meio de ir de novo, de ver de novo. É preciso lembrar que o mundo é maior que nossos sonhos; e que basta um passo para deixarmos de estar no mesmo lugar.

Com esse espírito apresentamos a Expedição Coxas Bambas – Um giro pelos superlativos da América do Sul. Durante 23 dias (de 13 de janeiro a 4 de fevereiro de 2008), três sonhadores visitarão destinos conhecidos, mas pouco explorados em uma mesma expedição. Na bagagem, o principal: a vontade de visitar o que a natureza e a civilização produziram de mais surpreendente pelas vizinhanças. Acompanhe pelo site o diário da expedição.

O ponto de partida é a cidade de Cochabamba, na Bolívia. A expedição termina em Santiago, no Chile. O roteiro inclui a capital mais alta e a cidade mais antiga das Américas; a maior planície de sal do mundo; o cume mais alto fora da Ásia; o lago mais elevado e o deserto mais seco do planeta. Lugares que deixam qualquer um de boca aberta… E de coxas bambas!

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