Mergulho inca
Postado em 21 de Janeiro de 2008
Após o dia cheio em Machu Picchu, os Coxas voltaram a Ollaytaitambo para pegar as bagagens e as bicicletas. Dali seguimos em um carro de passeio com três bicicletas e quatro passageiros. Foi uma hora e meia de viagem até Cuzco. Aproveitamos para saber mais sobre como é a relação dos Incas com as culturas Aimara e Quechua, numa aula cheia de detalhes ministrada pelo motorista Quechua, Francisco.
De Cusco partimos para Copacabana, cidade Boliviana, erguida às margens do lago Titicaca, um dos giros previstos na Expedição. Após 15 horas tentando se ajeitar num ônibus, digamos, inadequado para o trajeto, com direito a percorrer os últimos 70 quilômetros apenas com a terceira marcha, os Coxas desembarcaram na princesinha do Titicaca, por volta das 12h do sábado (19). Após um almoço que incluiu sopa de vegetais, truta, arroz, suco e salada de frutas, fomos finalmente fazer o que não foi possível no ônibus: dormir. Eufóricos, acordamos às 16h loucos para pedalar nas margens do Titicaca. Fomos em busca dos dois cerros mais altos da região de Copacabana. Foi um pedal curto, mas de muita subida. Chegamos a 3.945 metros de altitude, o recorde até agora. A estrada até esse ponto da península corta “pueblos” adormecidos no tempo.
A cidade de Copacabana é um atrativo para mochileiros e peregrinos de todo o mundo que buscam também a Isla del Sol, um paraíso a uma hora e meia de barco. No domingo (20), após o pedal nas alturas do dia anterior, os Coxas se permitiram conhecer a Isla, local escolhido para o mergulho dos Coxas nas águas geladas do Titicaca. A sensação de pequeneza diante de tantos superlativos é a prova de que a América do Sul é muito mais interessante do que muitos brasileiros pensam. Encontramos muitos pelo caminho, mas os argentinos ainda são maioria e ninguém mais do que eles saem de casa para explorar a América. Por conta do frio e da riqueza do artesanato local, os Coxas se entregaram aos trajes típicos de quem enfrenta baixas temperaturas durante todo o ano.
Por aqui as amizades são feitas rapidamente, do mesmo jeito que se perdem, pois o tempo é curto e sempre há um destino instigante a ser explorado. Em nosso caso, Uyuni é a próxima parada. Hoje é segunda-feira (21) e estamos prontos para pegar o ônibus de volta a La Paz, de onde partiremos rumo ao maior salar do mundo, no sul da Bolívia, país onde tudo é muito barato para brasileiros, mas cuja visita não tem preço.

























