Abaixo de zero
Postado em 27 de Janeiro de 2008
Sexta-feira, 25 de janeiro, 09h57 - E lá estão as três bices no teto de um Toyota 4×4 das antigas. É hora de trocar o maior salar pelo deserto mais seco do mundo. No volante, Miguel, 23, boliviano de Sucre. Ganha a vida pilotando o carro do irmão na região do grande salar. Ele não esconde o entusiasmo de viajar com os Coxas e logo coloca um CD de música boliviana (com influência árabe). Apesar da pouca idade, Miguel se diz motorista experiente e se orgulha de conhecer como poucos uma das regiões mais inóspitas do planeta, a fronteira da Bolívia com o Chile. A previsão é de 7 horas de viagem (claro que vai atrasar…). Os primeiros quilômetros são de estrada de terra em boas condições, mas não demora muito para voltarmos ao padrão boliviano de pista.
Cruzamos com pouquíssimos veículos no caminho que reserva lugares como o Sol de Mañana (complexo de gêiseres) e Termas de Chalviri (águas com temperatura de até 30 graus). Na medida que o tempo passa, os indícios de civilização vão ficando para trás.
No fim da tarde chegamos ao deserto de Dalí. Para imaginar a paisagem basta lembrar dos quadros do pintor espanhol. Mais adiante, a visão de uma seqüência de lagoas, cada qual com uma cor diferente (branca, verde, vermelha…), por conta de algas e minerais. A altitude máxima chega a 4.922 metros. Já passa das 18h quando finalmente avistamos o semi-encoberto vulcão Licancabur, nossa referência para a fronteira. Novamente, o frio e vento intensos e o prenúncio de outra tempestade atravessam o caminho dos Coxas. Não há como atravessar a fronteira de bicicleta nessas condições e decidimos passar a noite em território boliviano.
Para nosso desespero, só há um refúgio: o albergue da mulher da cara brava. É assim que nos referimos ao ser com o qual tivemos de negociar uma noite de sono. Depois de informados de que não havia água, luz e comida, só restou aos únicos hóspedes dormir cedo, com quatro cobertores cada, ouvindo o zunido do vento e o barulho das gotas no telhado. Do lado de fora, o relógio marcava 4 graus negativos.














Janeiro 27th, 2008 at 7:08 pm
só emoção! Espero que estejam todos bem…bjo Bel
Janeiro 27th, 2008 at 7:27 pm
todo sacrificio vale a pena! As fotos mostram isso,Aproveite bem. Eses minutos não voltam mais.Um beijo boa sorte!Moya`s
Janeiro 28th, 2008 at 1:21 am
Putz grillllll!!!! Doidooooooo demais… tou largando tudo, compro minha bice amanhã e começo a malhar… no Coxas de 2014 eh noixxxxxxxx!!! ahuehuaehuhaae
Janeiro 28th, 2008 at 2:55 am
essa ultima foto …
bike camaleônica!!!
Janeiro 29th, 2008 at 6:14 pm
PR’UUUU (frustrado)
Ese hotel de sal no és en Atacama, és en Uyuni.
Entonces creo que no son de mis hermanos porque un hotel de sal en Uyuni es normal.
Hombre, 4 grados bajo cero?
Adreano, tienes que intentar “camibotas” con esta temperatura. Yo tengo una com 6 bajo cero!
:)))